jueves, agosto 09, 2007
Neve em Santiago!!!
Novela chilena para brasileiro ver

Uma das coisas que mais faz sucesso por aquí é a novela brasileira. Imaginem vocês qual não foi minha cara ao ouvir o Claudio dizendo, quando viu uma foto da Maitê Proença, “é a ‘DONHA BÊICHA’!!!” Ou então quando estavam passando América e ele viu a Cristiane Torloni, e disse: “eu estou reconhecendo essa atriz... é A GATA!” Pois é.
Mas eu, que pensava que nós brasileiros éramos mestres em fazer novelas boas, mordi minha língua quando começaram a passar a nova novela noturna da TVN (o canal nacional), chamada “Álguien te mira”. No começo não dava nada por ela, sabia que seria algo meio de suspense, mas fiz a besteira de começar a vê-la todos os dias.
A história é tudo o que uma criança não pode ver: um assassino em série cuja marca registrada é matar mulheres solteiras, entre 30 e 35 anos, mães, e que ao final retira o coração das suas vítimas. Cenas de mortes com serras elétricas, sangue, muito sangue. Momentos picantes, que deixariam qualquer Gilberto Braga no chinelo (e eu que pensava que brasileiro é que era liberal!!!). Um grupo de amigos médicos e que são sócios de uma clínica oftalmológica: um deles trai a mulher com a cunhada, outro é viciado em cocaína, e outro é nada menos que o próprio assassino.
Sim, ao contrário da maioria das novelas, nas quais os assassinos são descobertos nos últimos capítulos, nessa, o autor revelou quem era o “bandido” na metade da história. Ainda por cima, a mocinha da novela, uma delegada que estava investigando os assassinatos, foi morta no meio do caminho, contradizendo todas as minhas expectativas.
Conclusão: agora os espectadores sabem de tudo enquanto que os demais personagens não, e vamos acompanhando os passos desse psicopata, e como os outros vão descobrindo as pistas.
A novela já está chegando aos momentos finais e a verdade é que virou praticamente um vicio para muita gente. Eu sempre vejo no primeiro horário, das 22h às 22h45, mas se eventualmente perco… espero até a 1am, quando reprisam o capítulo. E quando não tenho sono, vejo nos dois horários. Pois é, quem diria que os chilenos, consumidores fiéis da novela brasileira, fossem fazer uma novela digna do padrão Globo. Talvez até melhor.
martes, julio 24, 2007
O frio
É voltar do trabalho morrendo de frio e quase desmaiar de felicidade ao entrar em casa e sentir o calorzinho da calefação.
É desfrutar, ainda mais, um bom vinho, ou uma boa cachaça.
É ganhar uns quilinhos extras, porque simplesmente é impossível ficar só na saladinha e negar um bom prato de massa.
É agüentar 3 dias de chuva, mas depois ser recompensada por um dia lindo com a Cordilheira toda nevada.
É ter saudades do calor da praia, mas no fundo no fundo... adorar viver nesse clima.
lunes, junio 25, 2007
Fiesta rrrunina

Meninas brasucas: Aurora (Rio), eu, Daiana (Bahia), Bárbara (Minas), Carol (Ceará) e Gê (Brasília)

Geral da festa

Ensinando chileno a dançar forró Eu, Claudio e Andrés (namorado da Aurora, de Sampa) no Esquina do Samba
martes, mayo 08, 2007
Chile ou China?

miércoles, abril 25, 2007
Drexler + Moska

domingo, abril 22, 2007
Minha primeira vez
Para mim, um terremoto sempre foi sinônimo de catástrofe. Cresci vendo as imagens dos tremores na Cidade do México, São Francisco, Tókio e tantos outros lugares, e agradecia por viver num país onde isso não acontecia. Mas me mudei pro Chile e quando me disseram que aqui os tremores eram comuns, não pude deixar de me assustar. Por isso desde que eu cheguei no Chile venho tentando me acostumar à idéia de que cedo ou tarde iria passar por uma situação assim. E nesse fim de semana finalmente tive minha “primeira vez”.
Dormia tranquilamente quando tive a sensação de que alguém empurrava a minha cama. Despertei e escutei o barulho da televisão se movendo, os vidros tremendo. Não podia acreditar! Foram menos que 3 segundos, mas o que eu senti depois foi uma mistura de medo e alegria. Medo porque obviamente foi algo que eu nunca havia enfrentado e sentir a terra se movimentando do nada não é algo muito agradável. Há pouco tinha visto as notícias de um terremoto na região de Aisén (Sul do Chile) e uma reportagem na TV sobre o terremoto de São Francisco em 1989. Imaginar que algo parecido poderia acontecer comigo foi medonho. Mas por outro lado senti uma surpreendente alegria, já que finalmente descobri qual é a sensação de vivenciar um tremor de terra, foi como uma vitória pessoal. Sei que outros mais fortes virão, mas eu já me sinto mais preparada (ou não).
Depois desses 3 intermináveis segundos, demorei pelo menos mais 30 minutos pra voltar a dormir. Mas no dia seguinte de manhã pensei que no Brasil não há terremotos, mas que eu já passei por sustos muito piores... e fiquei tranqüila.
lunes, abril 16, 2007
Entramos pelo cano
martes, abril 03, 2007
Club da Luluzinha Chile

martes, marzo 27, 2007
Meu primeiro Brasil vs Chile... no Chile
Tenho que confessar uma coisa: foi gostoso. Porque antes do jogo os chilenos, que apesar de respeitarem e temerem horrores a seleção canarinha, estavam bem confiantezinhos viu? "Sí, ellos tienen Ronaldinho y Kaká, pero nosotros tenemos a Mati Fernández, Suazo, Maldonado! O sea, la 'roja' no va a temer a la 'amarilla'!"
Então tá então.
Começou a partida. Eu estava no apartamento sozinha com a Sra. Nancy, a mulher que vem todo sábado fazer a faxina aqui em casa. O Claudio tinha saído pra buscar não sei o quê não sei onde. 1x0, 2x0. Intervalo. Chega o Claudio: "por queeee tiene que ser siempre asi??!"
Minha sorte é que ele não é fanático por futebol.
"Por Dios, que por lo menos no nos metan 5x0, por favor!" me dizia meu chileno preferido.
Segundo tempo: 3x0, 4x0... pelo menos Deus escutou as preces do Claudinho e paramos no 4.
E o mais estranho de tudo? Gritar gol sozinha. Vocês já imaginaram assistir a um jogo da seleção em que a cada gol do Brasil o silêncio parece que aumenta?? Pois assim foi.
Fiquei meio sem jeito, porque de verdade os chilenos não esperavam e ficaram envergonhados diante de tamanha lambança da canarinha em cima da vermelhinha.
Mas tenho que confessar: como é bom!
Ah, e uma coisa engraçada para terminar: "ano" aqui significa "ânus". "El ano" significa "o ânus".
Frase do jogo: "y el jugador chileno pelea por la pelota con 'elano'!".
viernes, febrero 16, 2007
Chuva e frio, até que enfim!
Pois bem, hoje, para a surpresa de todos os chilenos, o dia amanheceu completamente fechado, com muita chuva e frio... E a verdade é que eu não pude conter um sorriso de alegria quando vi esse tempo "feio".
É muito curioso, porque eles estão tão acostumados a climas definidos (verão = tempo seco e calor; inverno = chuva e frio), que qualquer mudança inesperada é motivo de repercussão. Agora mesmo, os programas matinais só falam disso, entrevistam especialistas, mostram cenas das ruas cheias de água, o povo se agasalhando. Mal sabem eles que em São Paulo isso passa o ano inteiro.
martes, enero 30, 2007
Uma pequena gigante que emocionou a todos
Na quinta passada o povo santiaguino amanheceu assustado. Pela cidade, vários ônibus e carros acidentados, trens descarrilados, postes tombados... tudo isso por causa de um rinoceronte perdido, que chegou da África por debaixo da terra até as minas de cobre do Norte do Chile, e depois veio caminhando até chegar em Santiago. Ele, assustado, saiu causando todos esses estragos, mas por sorte uma menina gigante estava por chegar para poder pegá-lo e levá-lo de volta a sua terra natal. Os noticiários na TV mostravam passo a passo como estava essa inusitada aventura.
Estão achando que eu fiquei louca? Pois perguntem a todas as pessoas daqui pra ver se isso não foi verdade...
Essa história é parte do espetáculo "A pequena gigante em busca do rinoceronte perdido", da Cia. de teatro de rua Royal de Luxe, que veio da França para encerrar o festival de teatro Santiago a mil.
Tudo isso que eu contei a vocês realmente aconteceu. A Pequena Gigante é uma marionete de mais de 5 metros de altura que, ao ser manipulada por 18 homens, caminha, dança, dorme, faz xixi (sim!!!), pega crianças no colo e olha as pessoas como se fosse de verdade (aliás, pra mim ela é de verdade - ela me olhou, juro!!!).
A Pequena Gigante fazendo sua siesta
A Pequena Gigante percorreu as ruas de Santiago de sexta até domingo, fazendo pausas para a siesta, e dormindo à noite. Sua aventura pela cidade terminou no domingo, quando ela finalmente encontrou o rinoceronte (também manipulado por outros tantos homens), e os dois seguiram juntos de volta à França.
Um show de teatro de rua, um show de organização, de envolvimento de toda uma cidade em torno a um espetáculo mágico. Centenas de milhares de pessoas (inclusive eu), foram às ruas para vê-la ainda que fosse por um instante. Me emocionei como há tempos não me emocionava, me senti como se tivesse de novo 5 anos de idade, me empolguei ao vê-la desfilando seus lindos olhos grandes ao som de uma maravilhosa banda de música ao vivo.
O festival Santiago a Mil aconteceu durante todo o mês de Janeiro e, além de apresentar peças nacionais, trouxe à cidade nomes como Pina Bausch (da qual eu consegui ver um ensaio aberto) e Peter Brook.
Um exemplo de organização e a prova de que a arte de qualidade sempre é muito bem-vinda em qualquer cidade e por qualquer pessoa.
No ano que vem tem mais, e espero ver gente do Brasil nos palcos e ruas de Santiago...
Para ver mais imagens da Pequena Gigante, acesse: http://www.stgoamil.cl/galerias.htm
viernes, enero 05, 2007
Año Nuevo
FELIZ AÑO A TODOS!!!
Esse foi meu primeiro Reveillón fora do Brasil. Já estava meio preparada para as diferenças, a começar pelo nome - você fala Reveillón e eles não entendem nada (precisam aprender francês haha). Além disso, aqui não tem nada disso de se vestir de branco, pular 7 ondas... em compensação tem uma tradição que eu achei bem curiosa: tem gente que um pouco antes da meia-noite dá uma volta no quarteirão com uma mala de viagem, para que o ano venha cheio de viagens... imagina a cena.
Bom, voltando ao tema: fiquei feliz que fomos a Viña del Mar, pois passar o Reveillón na praia é outra coisa. Fomos eu, Claudio, Darío e um casal de amigos, Álvaro (Perico) e Dafne.
Foi um fim de semana regado a muito vinho e mantido a muito churrasco, como gostam os chilenos.
No dia da virada fomos para Valparaíso, cidade vizinha a Viña, para ver os fogos de artifício. Como precisávamos de emoção, a saída de Viña, que havíamos programado para as 22h30 (já que teríamos que pegar estrada), só aconteceu às 23h15. Imaginem o meu desespero com a possibilidade de passarmos o Reveillón em plena estrada... Bom, mas por sorte chegamos a Valparaíso às 23h45 e fomos direto a um escritório que ficava no 15º andar, de frente para o porto, onde haveria o show de fogos.
As ruas estavam cheias, as pessoas comemoraram bastante, a queima de fogos foi linda e aconteceu por toda aquela região litorânea, desde Valparaíso até Con Con (como se fosse desde Maresias até Juqueí (guardadas as devidas belezas).
Mas realmente é uma sensação estranha passar o Reveillón fora do Brasil. Apesar de ter feito todas as minhas mandingas, estar vestida 100% de branco (acho que pensaram que eu era uma médica de plantão), ter pulado 7 ondas no dia seguinte (e quase ter congelado meus pés) e de estar ao lado de gente que amo, não tem jeito: Reveillón é no BRASIL.
Aí vai um videozinho que fiz da queima de fogos (que durou 20 minutos). Para ver todas as fotos, do Natal no Brasil e do Reveillón no Chile, basta clicar na foto acima.